(AUTORA: IRACEMA SANNTOS)
Noites frias sem estrelas
Acompanhadas de lembranças
Uma brisa suave, uma saudade do que nunca foi, povoa pensamentos
Visito minha alma e me olho inteira
O que vejo tem a forma de esperança do nada
Que, difusa, se confunde com uma distância jamais imaginada
Que, confusa, se perde na incerteza,
Da volta de quem nunca partiu
Escolhestes caminhos tão longos....
Um dia, nos encontramos.
Nunca existiu encontro
Houve, qualquer coisa doce coberta de amargura....
Nunca pude chegar ao meio
Às vezes até ousei sonhar ,
Mas sonhar de muito pouco vale,
Então congelei meus sonhos e me vi senhora deles
Se todos os sonhos que eu pudesse ter
Soubesse escondê-los....jamais seriam abruptamente levados embora
Mas quem sabe esses versos encantem almas e inudem sentidos
Mas todos os versos, por mais que versos são
São apenas versos, não soubem ser caminhos
Assim pudessem guiar o amor, de encontro aos sonhos meus.
Contudo, visitada pela lembrança, nas palavras desta saudade,
Busco um pouco de sonhos, que, de novo, possa sonhar
Na esperança que, mesmo que, nunca, nada seja,
Exista um pouco de amor, que hoje não sei decifrar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário