terça-feira, 12 de dezembro de 2017

SEM SENHOS PRA SONHAR

 (AUTORA: IRACEMA SANNTOS)

Noites frias sem estrelas

Acompanhadas de lembranças

Uma brisa suave, uma saudade do que nunca foi, povoa pensamentos

Visito minha alma e me olho inteira

O que vejo tem a forma de esperança do nada

Que, difusa, se confunde com uma distância jamais imaginada

Que, confusa, se perde na incerteza,

Da volta de quem nunca partiu

Escolhestes caminhos tão longos....

Um dia, nos encontramos.

Nunca existiu encontro

Houve, qualquer coisa doce coberta de amargura....

Nunca pude chegar ao meio

Às vezes até ousei sonhar ,

Mas sonhar de muito pouco vale,

Então congelei meus sonhos e me vi senhora deles

Se todos os sonhos que eu pudesse ter

Soubesse escondê-los....jamais seriam abruptamente levados embora

Mas quem sabe esses versos encantem almas e inudem sentidos

Mas todos os versos, por mais que versos são

São apenas versos, não soubem ser caminhos

Assim pudessem  guiar o amor, de encontro aos sonhos meus.

Contudo, visitada pela lembrança, nas palavras desta saudade,

Busco um pouco de sonhos, que, de novo, possa sonhar

Na esperança que, mesmo que, nunca, nada seja,

Exista um pouco de amor, que hoje não sei decifrar.


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