Sonhos♥ de ♥cristall
“Não me convidem a ser igual, porque sinceramente eu só quero ser diferente”.
quarta-feira, 14 de outubro de 2020
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
O NOSSO SEPULTAMENTO
lágrimas que escorrem em meus olhos depois do teu adeus !
Lágrimas que dançam friamente em meu rosto enquanto sinto o gelar de sua gota em cada longa manobra ao cair sobre o chão.
O nosso amor foi o mais desejável entre os humanos
O mais impossível pra Mim
Meu prisioneiro amante
me fiz carcereira pra ficar mais perto de ti
Na melancolia dos meus sonhos na dramática vidinha que me constrange , me condena a viver assim
No deslumbrar dos passos sorrateiros viajantes, na valsa das lembranças, do bailar dos doces momentos
Das entranhas da solidão , do empirico para o esquecimento .
Esses passos caminha pela vida tentando matar o sofrimento.
Corriqueiros...infelizes.....tristes...marcados.... abre alas para o desalento
morre pro mundo o amado meu,
entretanto, viverá em mim sempre que o meu ser , lembrar do teu adeus.
A chama dos teus olhos apagaram, o amor ardente do teu peito foi extinto, o desejo insaciável do teu pulsar foi sepultado, desacreditada te vi partir.
A brisa melancólica beijou a minha face inteira contemplando o desespero em meu olhar quando tua boca não sorriu pra mim
O teu sorriso morreu não mais vislumbro o anjo meu.... a medíocre chama do teu amor desfaleceu
nela se perdeu os carinhos, as promessas, os beijos.... perderam -se quando a flama do teu querer morreu.
O teu querer sórdido e sagaz
Sinto que a minha luz foi morta junto com o teu amor....
Apagada pra uma vida toda ....
Sepultamento de uma paixão e de uma felicidade
Morta viva me tornei assim
lancei à cova da tua frieza a suavidade do meu amor . Esperava que enterrando junto a ti , as lágrimas deixavam de dançar e secariam com a serenidade do tempo cruel
Esperava que lançando ao túmulo o meu querer.
A prepotência do desamor não viesse me abraçar, todavia antagônico a você, ele ... ele sim foi fiel.
Partiste. O teu amor ficou aqui, os beijos selados na hora do prazer... as carícias....a tua voz que me acalmava como o cantar dos bem-te -vis....os momentos que tornaram lembranças vivas pra mim .
Você partiu...
Você se foi não está mais aqui.
Ainda escuto o teu adeus
As palavras se perderam no ar
Mas uma ainda posso escutar
Pelos cantos do mundo à fora
A melodia dos nossos beijos silenciaram e hoje quando me vejo é com saudades de nós
Cada canto entoado de felicidade se calou, juntos aos segredos, aos risos .. .as loucuras vivenciadas a sós
Somente eu e você ...
Hoje só o passado me faz feliz
Lá te vejo deitado em meus lençóis
Lá você é meu
Lá em cada canto da casa posso te encontrar
Nas paredes do meu coração
No âmego do meu ser você está
Hoje estou enlutada
Não pude descortinar o meu olhar
A roupa negra se associa a minha pele semelhante aos meus dias, negros... tristes , mas fiéis ...eles não me abandonam
Virou rotina tudo isso aqui. Não canta mais os bem -te -vis , não ouço mais o cantar das árvores, nem tão pouco ouço os colibris
O sepultamento do teu amor, o eternizar do amor meu.
Matou em mim a alegria
Na hora que me disse adeus
Aqui jaz uma mulher que amou tanto...
viveu pro seu amor
Morreu afogada em pranto .
Autora : Iracema Santos
CORTES MARCANTES
Andei com os pés nus
Espinhos soltos pontigudos,
cortantes como vidro.
Reclamei ao leu minha ilusão pintada com restos de tintas sem brilho ofuscada por cicatrizes
A ilusão matou em mim a esperança e nem sinal de alegria continha na alma severamente cortada. Somente medo e angústia respiravam ,
chorei ao vento , ao relento ,ao escuro:
ó vento porque levaste
a beleza da mortal?!
O vento fechou-se em dores
Causando em minha alma um temporal.
Sem nenhuma concentração
Debrucei-me para o alto e clamei:
o que foi feito do teu carinho amado meu?
tenho dores e cortes marcantes
que obtive pisando no caminho
Cortes dilacerantes que me causaram tamanha angústia...
Eu queria vê flores
Com cores diversas
e de todas espécies no meio dos espinhos
Cortes estão saindo das minhas entranhas
às custas de muitas dores.
Fiquei atada sob uma adaga
Peixe fora d'água
Rio sem correntezas, sem vida
Virei filha do medo e do desamor regada de desengano pela dor vadia
Covardia sem igual violada por uma penetração forçada, denunciada pelo fracasso.
Como a dor de parto fui arrancada de ti, castigada pelo ócio de um vendaval
Furou a minha pele me causando rubores, abriu minhas entranhas, rasgou meu ventre
nasceu insegurança
Deu luz a desconfiança
Matou a segurança,
Perdi a esperança
Cravados como lança
Os Espinhos mortais viraram flores disfarçadas de risos
São flores de dores, marcas, cortes, lágrimas
derramadas na noite sombria e sem vida , sem luz, sem luar, cheiro de morte...
Pálidas , mas fortes,
feitas de desejo, na ânsia do cio, anunciado pela derrota. Lágrimas arrancadas à força, por meu protetor
Rasgada sem nenhum remorso
Com regras, impondo-me limites...
São jardins de medo e de agonia .
O que fazer agora com essa melancolia?
Só queria tua boca mais uma vez, junto a minha em harmonia.
No gostoso néctar que ela sempre me dava
Nela viciei-me em seu pólen
Trespassada agora eu já não
sei se ela ainda me ama
Se ainda me chama
Se ainda me reclama
Só sei que anseio por ela
Que o meu corpo fica em chamas quando lembro dela.
Cheia de desejo não sei se ela ainda me quer
Com dores no peito cortada por dentro, gritando ao relento:
Em você UM DIA fui mulher.
SEM SENHOS PRA SONHAR
(AUTORA: IRACEMA SANNTOS)
Noites frias sem estrelas
Acompanhadas de lembranças
Uma brisa suave, uma saudade do que nunca foi, povoa pensamentos
Visito minha alma e me olho inteira
O que vejo tem a forma de esperança do nada
Que, difusa, se confunde com uma distância jamais imaginada
Que, confusa, se perde na incerteza,
Da volta de quem nunca partiu
Escolhestes caminhos tão longos....
Um dia, nos encontramos.
Nunca existiu encontro
Houve, qualquer coisa doce coberta de amargura....
Nunca pude chegar ao meio
Às vezes até ousei sonhar ,
Mas sonhar de muito pouco vale,
Então congelei meus sonhos e me vi senhora deles
Se todos os sonhos que eu pudesse ter
Soubesse escondê-los....jamais seriam abruptamente levados embora
Mas quem sabe esses versos encantem almas e inudem sentidos
Mas todos os versos, por mais que versos são
São apenas versos, não soubem ser caminhos
Assim pudessem guiar o amor, de encontro aos sonhos meus.
Contudo, visitada pela lembrança, nas palavras desta saudade,
Busco um pouco de sonhos, que, de novo, possa sonhar
Na esperança que, mesmo que, nunca, nada seja,
Exista um pouco de amor, que hoje não sei decifrar.
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
SÓ RESTARAM ESPINHOS
Quando toda flor for retirada do bosque Eu me converterei em inércia, nua e sangrando como uma rosa, dissecada por intempéries naturais da vida.
Quando a sua destra com créditos de impossibilidades se pronunciar, rasgarei as minhas vestes e me mostrarei nua
com formas delineares de memórias amargas.
Haverá quem ouça o apelo de misericórdia ? ...
Como uma ninfa recorrerei a majestade que destitua de mim toda responsabilidade de amar e proteger. Porque a minha meiguice se foi com o descasar do prazer e da paixão e o
meu pólen interior perdeu- se o prazer para uma possível fecundação.
Espinhos violentos de ciúmes, ferem a minha essência, que desabrocham em pétalas distintas de angústia, que
sofridas pela vida, já estão com o aspecto fúnebre. Parece que o acaso busca minha destruição.
Busquei ao desenrolar desta vida a tua essência para alimentar meu ser, assim sigo clamando proteção. Clamo piedade!
Haverá quem me ajude?
Tornei-me serena com o tempo .. . minhas sépalas estão decadentes, sem o abraço do ser amado, sem os beijos sorvidos, o meu sustentáculo murchou impossibilitado de existir, sem chances de brotar não poderá viver.
Clamo por sua existência!
Haverá quem me alimente?
Neste universo de tristeza
me preparei para enfrentar lembranças traidoras. É só o que estou levando comigo.
Vou te deixar na ânsia de viver sonhos ilusórios. Nada será como era antes, o nosso amor não poderá mais ser regado, perderá -se o vigor, porém os espinhos permanecerão... secos, aparentes , mortos. Como posso causar discórdia?
A mais humilde das rosas quer se despir da angústia, lutará pela libertação de sua vergonha.
Como posso seguir em frente?
As lembranças vivas, os instantes mortos se perderam e não serão encontrados.
Poderei amar os espinhos que cá se encontra? Inerte e sem vida permaneceram em mim, apenas eles. Eles que me fazem lembrar da emoção
vivida. Eles que me convidam a amá-los mesmo com as pétalas caídas, e galhos nus.
Entretanto me lembram que o teu amor brotou , cresceu , brilhou , esteve vivo, mas morreu.
Tem alguém para me consolar?
Não estou segura no meio desse ciclo sem vida que à mim é tão semelhante,
pude até ouvir o choro da rosa desfalecendo . Ela seguiu seu percurso natural, tinha dois propósitos : embelezar
o mundo e encantar os amantes.
Pboderei continuar?
A rosa do amor se foi, eu também tive que ir com a raiz erguida na utopia dos sonhos e os olhos marejados de
dor. No entanto, não vou esquecer que um dia... Ela esteve viva, ambas regadas e beijadas pelo o amor.
Nos mistérios da vida nosso delicado sentir se cruzou
Quanta saudade da beleza!
Quanta tristeza do que ficou !
Do resumo de uma vida
De tu ó rosa ! Que por tantas vezes minha vida perfumou.
sábado, 2 de dezembro de 2017
SAUDADE DO QUE NUNCA EXISTIU!
Traze-me um pouco das alegrias serenas que tens , que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem peço felicidade, apenas que me cubra de paz
Traze-me um pouco da nobreza dos lugares, da tua presença...do amor
Traze-me o amor que sustenta teu coração e diz não sentir nada.
A alvura, apenas, dos momentos. Daqueles doces momentos que nuncs foram nosso.
- vê que nem peço dor
Traze-me um pouco da lembrança ...nela sinto aconchego
Traz-me o aroma perdido, o beijo na hora da felicidade, na hora do amor
Saudade do calor ainda não sentido!
- Vê que digo - esperança!
- Vê que sequer sonho !
-Vê que peço prazer!
--Vê que nem peço ausência!
-Vê que estou feita de amor!
- Vê que só peço esperança .
Vê que tenho saudade do que nunca existiu.
Autora: IRACEMA SANTOS
sábado, 12 de setembro de 2015
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